4 de junho de 2007

Visita

De longe já se avistava a fumaça do galpão
A trote firme e largo o pingo riscava o chão
No peito a felicidade de voltar para o rincão
Sob o poncho a maturidade adquirida na expedição

A marca bem definida do rosto denunciava
O guri que foi-se embora não era mais quem voltava
Agora, já um rapaz, guiava o seu destino
Mas seus pais ainda o viam como se fosse um menino

A mãe lhe abriu um sorriso, não conteve a emoção
O pai, mais carrancudo, um abraço e um aperto de mão
Os velhos tiveram a certeza de ter feito tudo certo
Seu filho tinha virado um jovem forte e correto

A tempos não tinha tempo de passar pra ver seus pais
Nunca era suficiente, sempre precisava mais
As horas se foram embora, mais rápido do que devia
Nos dias de churrascadas e de muitas alegrias

O vento estava virando, era hora de voltar
Muitas despedidas e a promessa de um breve retornar
Saiu a trote bem curto, sem muito virar o olhar
Escondendo que o menino também estava a chorar

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom, Guri Gaudério...bjs.
Celi Carolina

Gaia Guria disse...

f-a-n-t-á-s-t-i-c-o!

muito bom, mesmo!
abraço saudoso,
Fabiana